Papos sobre pescaria

8 fev

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Como criança que teima em não dormir mesmo cansada. Como peixe fisgado pelo anzol que corre até cansar e se entregar. Você sabia que eu não me entregaria fácil. Você me assistiu procurar todas as razões, todos os problemas. Você me viu correr em círculos. Conviveu com a insegurança, dia após dia. De fato, acredito mesmo que se acostumou a ela, pois entendeu que havia algo mais, algo além do visto nessa coisa de correr. Você sabia, e eu, secretamente, também sabia. Você havia me fisgado. Você me conhecia o suficiente para entender que aquilo era a contramão do meu movimento, que eu levaria um tempo antes de me render. Que eu iria levantar todas as possibilidades macabras, tudo que poderia dar errado. Você disse que eu queria aparar todas as arestas. Você estava cansado de me ver correr. A minha corrida para longe era o jeito de chegar mais confiante, de chegar mais perto. E eu sabia, que, no momento certo eu me renderia. A essa altura da pescaria, eu estava mesmo cansada de correr. Mas, por favor, acredite! Eu estou no meu caminho para acreditar. ❤ 

xoxo, Shy.

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Uma resposta to “Papos sobre pescaria”

  1. Alanna 8 de abril de 2013 às 4:48 #

    Ou só mudou a correnteza pra correr pro abraço!

    Texto LINDO! ❤

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